Se sempre que passares por um determinado mendigo deixares uma moeda, durante 999 vezes, à milésima vez que passares por ele, ele vai estranhar porque é que não puseste uma moeda. Duas situações daqui poderiam advir: - poderia ficar curioso ou confuso, ou até reclamar, perguntando :"o que se passará, para hoje não ter direito à moeda?" ou "este forreta, hoje falhou-me!" -poderia também levantar-se e vendo que afinal a generosidade e a cortesia não são direitos adquiridos, agradecer ao senhor pelas 999 vezes, e tentar compreender que o senhor não deu a moeda porque não podia, não tinha ou até mesmo, porque não queria. Este ultima hipótese é meramente ficção. O que me leva a criar a teoria da gratidão injusta. Esta teoria formula que se fizeres algo positivo durante muito tempo, as pessoas vão tomar isso como adquirido, e no dia em que falhares as pessoas vão-te exigir o que fazias, e punir porque não o fizeste. Todos os que estão próximos nunca foram julgados pois: porque como nunca nada fizeram também nunca "falharam". Voltando ao exemplo do mendigo, ele reclamaria na 1000ª vez porque não lhe deram a moeda. Porém, ele só iria reclamar, com a pessoa que já lhe tinha dado 999 moedas, e nunca, com quem nunca lhe tinha dado nada. Food for thought. |
"Já tentei de tudo, e vi que isto era o ideal para mim!" |
segunda-feira, janeiro 17, 2011
O mendigo e as 999 moedas....(ou "A teoria da ingratidão injusta")
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